Agrolink – Seane Lennon
A Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, nesta quarta-feira (25), nota técnica sobre as recentes sobretaxas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos às importações. A medida, conhecida como Section 122 do Trade Act de 1972, permite ao presidente norte-americano impor tarifas de até 10% por período limitado. Segundo a entidade, a decisão ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender tarifas específicas direcionadas a determinados países.
Em análise preliminar, a Assessoria Econômica da Farsul avalia que a nova taxação pode beneficiar países que estavam sujeitos a alíquotas superiores, como Brasil, China e Índia. No entanto, a entidade ressalta que “o risco para a economia brasileira ainda existe”, uma vez que o país permanece sob investigação em outras seções da legislação comercial norte-americana.
Para o agronegócio gaúcho, a Farsul afirma que os impactos tarifários já foram registrados nos últimos meses. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Rio Grande do Sul apresentou queda de até 29% no volume e no valor das exportações destinadas ao mercado norte-americano.
De acordo com a nota, o reflexo financeiro da nova tarifa ainda está em avaliação. A entidade aponta que “existe a possibilidade da retomada de viabilidade de alguns mercados para a região, como o de mel e pescados”, além do potencial fortalecimento de mercados terceiros, o que pode contribuir para a diversificação comercial do setor.

