Agrolink – Leonardo Gottems
O mercado internacional da soja registrou mais um dia de valorização, impulsionado principalmente pelas expectativas relacionadas ao aumento da demanda por óleo vegetal e pelos ajustes nas projeções de biocombustíveis. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago encerraram a quinta-feira em alta acompanhando o movimento de valorização do óleo de soja.
O contrato de soja para março subiu 1,04%, equivalente a 12,50 cents por bushel, fechando a US$ 12,13. O vencimento de maio avançou 1,09%, ou 13,25 cents, encerrando a US$ 12,27 por bushel. No complexo da soja, o farelo para maio registrou alta de 1,52%, com ganho de US$ 4,80 por tonelada curta e fechamento em US$ 320,2. Já o óleo de soja para maio avançou 0,39%, ou 0,26 cent por libra-peso, alcançando 67,42 cents.
O movimento de alta foi sustentado pela expectativa de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos defina o Volume Renovável Obrigatório para 2026 entre 5,4 e 5,61 bilhões de galões, o que ampliaria a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, especialmente o óleo de soja.
No comércio exterior, as exportações semanais norte-americanas ficaram dentro das expectativas do mercado, com 456,7 mil toneladas embarcadas. Apesar disso, o acumulado da temporada ainda apresenta retração de 18,69% em comparação com o mesmo período de 2025.
A participação chinesa segue limitada. As compras da semana somaram 83,1 mil toneladas, volume considerado insuficiente para que o país alcance a meta de 20 milhões de toneladas antes da entrada completa da safra brasileira no mercado internacional. A estimativa da ANEC aponta que apenas em março o Brasil deverá exportar cerca de 16,47 milhões de toneladas da oleaginosa, reforçando a oferta global no curto prazo.

