Praga silenciosa ameaça produtividade da cana

Agrolink – Leonardo Gottems

O controle de pragas nos canaviais segue como ponto de atenção para produtores, principalmente diante de insetos que atacam a parte subterrânea da planta e dificultam a identificação precoce dos danos. Entre eles está o Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana, considerado uma das pragas mais preocupantes da cultura no Centro-Sul do Brasil, sobretudo nos períodos mais secos do ano.

As larvas do inseto broqueiam os rizomas da cana-de-açúcar, causando a morte de perfilhos e, em casos mais severos, de toda a touceira. O ataque reduz a produtividade, compromete a longevidade do canavial e eleva os custos de manejo. A dificuldade de controle está relacionada ao ciclo biológico da praga, já que ovos, larvas e pupas permanecem protegidos na região subterrânea das touceiras.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela, o bicudo-da-cana pode provocar perdas de até 25 toneladas por hectare ao ano, e os danos muitas vezes só são percebidos quando a lavoura já apresenta comprometimento significativo.

O manejo preventivo é apontado como essencial para conter a disseminação da praga. As recomendações incluem uso de mudas sadias, limpeza de máquinas e implementos após operações em áreas infestadas, vazio sanitário e destruição mecânica da soqueira em locais de alta infestação. Como o inseto não voa, sua dispersão ocorre principalmente por mudas contaminadas e restos vegetais transportados por equipamentos agrícolas.

“As pragas de solo estão entre os principais desafios da canavicultura moderna porque atacam diretamente a estrutura da planta e comprometem produtividade, longevidade e rentabilidade. O ZEUS foi desenvolvido justamente para entregar controle mais eficiente, proteção prolongada e maior sustentabilidade ao sistema produtivo”, afirma Michel Tomazela.

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