A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira (7) um plano para reduzir a dependência da União Europeia de proteínas vegetais importadas, com foco especial na soja, e ampliar a produção doméstica de oleaginosas e culturas proteicas destinadas à alimentação animal. A meta é elevar, até 2035, de 25% para 35% a participação de oleaginosas e proteínas para ração produzidas dentro do bloco.
Segundo a comissão, a medida faz parte da estratégia para reforçar a autonomia estratégica, a segurança alimentar e a resiliência das cadeias de abastecimento. O documento afirma que a dependência de poucos fornecedores externos transformou insumos agrícolas em uma vulnerabilidade geopolítica e expôs o sistema agroalimentar às oscilações do mercado global.
Atualmente, a União Europeia importa principalmente soja em grão e farelo de soja de países como Brasil, Estados Unidos e Argentina. Na temporada 2024/25, essas compras representaram cerca de 13,4 milhões de toneladas de proteína, produzidas em aproximadamente 13 milhões de hectares fora do bloco, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil, além da Argentina no caso do farelo de soja.
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