Soja tem estabilidade e vendas contidas nos estados

Agrolink – Leonardo Gottems

O mercado físico de soja manteve ritmo contido no Sul e no Centro-Oeste, com preços predominantemente estáveis e produtores cautelosos diante dos custos e das incertezas externas. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul registrou estabilidade nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, com a colheita encerrada e negócios pontuais no Porto de Rio Grande, onde a saca ficou em R$ 148,00. 

No interior, Ijuí marcou R$ 135,87, Cruz Alta e Passo Fundo R$ 136,00, e Santa Rosa R$ 132,50. Em Santa Catarina, na segunda-feira, 3, a liquidez permaneceu baixa, com retenção de estoques e atenção ao clima da safra norte-americana. São Francisco do Sul foi cotado a R$ 147,00, enquanto as referências no interior variaram de R$ 123,00 a R$ 143,00. 

No Paraná, a valorização do dólar ajudou a sustentar parte das cotações apesar da queda em Chicago. Cascavel ficou em R$ 134,00, Maringá em R$ 136,00, Ponta Grossa em R$ 134,00, Pato Branco em R$ 131,50 e Paranaguá em R$ 145,00. A estratégia predominante entre os produtores paranaenses foi de retenção, diante da preocupação com os custos dos insumos para 2026/27. 

Em Mato Grosso do Sul, a estabilidade prevaleceu, com os valores entre R$ 122,50 e R$ 126,50 e uma alta isolada em Eldorado. Já em Mato Grosso, os preços do grão disponível mostraram recuperação no interior, mas aumentaram a pressão sobre as margens das esmagadoras. As cotações foram de R$ 123,30 em Sorriso a R$ 131,40 em Rondonópolis, enquanto o setor discutiu a dificuldade de repassar o custo da matéria-prima ao farelo. Em todos os estados citados, a colheita 2025/26 estava concluída, sem novas atualizações diárias sobre fretes ou armazenagem.

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