Acordo reforça estratégia do agro no exterior

Agrolink – Leonardo Gottems

O acordo entre Brasil e União Europeia pautou debate sobre estratégia e posicionamento do agronegócio brasileiro no exterior. O tema foi discutido no ABMRA Ideia Café, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, com foco na comunicação como ferramenta para ampliar oportunidades e fortalecer a reputação do setor em um dos mercados mais exigentes do mundo.

Durante o encontro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, destacou o peso econômico do bloco europeu, que reúne cerca de 450 milhões de consumidores e responde por 14% das importações globais de produtos agropecuários. Para o Brasil, que exporta a mais de 190 países, o mercado é estratégico pelo volume e pela influência nas regras do comércio internacional.

Segundo Rua, o acordo amplia previsibilidade, prevê redução gradual de tarifas e não altera as exigências sanitárias já cumpridas pelo país nas exportações ao bloco. Ele ressaltou que o rigor regulatório europeu pode se tornar ativo reputacional, especialmente em temas como clima, rastreabilidade e bem-estar animal.

“A União Europeia é um mercado extremamente relevante, não só pelo tamanho, mas pelo poder aquisitivo e pelo grau de exigência regulatória”, afirmou Rua. “O acordo não muda absolutamente nada em termos de exigência sanitária. Nós já exportamos para a União Europeia há mais de 40 anos cumprindo todos os padrões exigidos”, declarou.

O secretário citou ainda o potencial de recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas como exemplo de expansão produtiva com base em eficiência. Para o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o tratado amplia a vitrine internacional do agro e reforça a necessidade de consolidar a imagem do setor no exterior. A ratificação ainda depende de trâmites políticos nos países europeus.

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