Aplicação de organomineral exige ajustes

Agrolink – Leonardo Gottems

A eficiência na aplicação de fertilizantes tem ganhado peso estratégico nas propriedades rurais, diante do elevado volume de insumos movimentados no país e da pressão sobre os custos de produção. Em 2024, as entregas ao mercado brasileiro somaram 45,61 milhões de toneladas, segundo a ANDA, enquanto as importações chegaram a 44,3 milhões de toneladas, conforme a Conab.

Com a alta dos preços dos adubos químicos, os fertilizantes organominerais avançam como alternativa para manter a eficiência nutricional com maior previsibilidade de investimento. No entanto, o uso desse insumo exige atenção redobrada na regulagem das máquinas, já que seu comportamento operacional difere do fertilizante mineral convencional.

Classificado como resultado da mistura de fontes minerais e orgânicas, o organomineral apresenta características físicas próprias. A Instrução Normativa nº 61/2020 estabelece, para produtos sólidos, carbono orgânico mínimo de 8%, umidade máxima de 20% e CTC mínima de 80 mmolc/kg. Esses parâmetros, especialmente a maior umidade, influenciam a fluidez, o risco de empedramento e a estabilidade do fluxo no sistema de dosagem.

A Piccin Equipamentos orienta que o produto deve ser tratado como insumo de comportamento específico. Segundo Douglas Fahl Vitor, do Grupo Piccin, repetir as mesmas regulagens usadas no adubo químico tende a resultar em aplicação irregular e perda de eficiência. A empresa destaca a importância de componentes adequados, calibração frequente e ajustes na velocidade e no sistema de distribuição para preservar faixa de trabalho e uniformidade.

“Com isso, o produtor consegue ajustar doses, escolher melhor as fontes nutricionais e aumentar a eficiência das operações, reduzindo desperdícios e elevando o retorno técnico e econômico no campo”, finaliza Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação do Grupo Piccin.

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