Agrolink – Leonardo Gottems
A discussão sobre biocombustíveis ganha espaço no debate energético ao apontar caminhos para um modelo mais sustentável e integrado ao desenvolvimento econômico. A avaliação é apresentada por Ofidji De Almeida, engenheiro em Angola, ao analisar o papel dessas fontes renováveis no contexto nacional.
Segundo o engenheiro, o avanço dos biocombustíveis representa um vetor relevante de diversificação econômica, ao reduzir a dependência histórica da importação de derivados refinados e contribuir para a preservação de divisas, com efeitos diretos sobre o fortalecimento da economia. Esse movimento também é associado à retomada do setor agrícola, já que a produção de matérias-primas como cana-de-açúcar e oleaginosas estimula investimentos no campo, gera empregos diretos no interior e ajuda a conter o êxodo rural.
No aspecto ambiental, a expansão dos biocombustíveis é apontada como um instrumento concreto para a redução da pegada de carbono, alinhando o país às metas estabelecidas no Acordo de Paris e ampliando o uso de fontes renováveis na matriz energética. A análise destaca que esse processo vai além do consumo de energia, envolvendo a forma como ela é produzida e integrada ao território.
Outro ponto ressaltado é a contribuição para a segurança energética, especialmente em regiões remotas, onde a logística de combustíveis fósseis é limitada. A produção local favorece a autossuficiência e assegura fornecimento para atividades industriais e agrícolas. Nesse cenário, a transição energética é vista não apenas como um desafio global, mas como uma oportunidade estratégica para impulsionar uma industrialização verde e sustentável em Angola.

