Brasil preserva mais área que EUA e UE, mostram dados

Agrolink – Leonardo Gottems

A comparação sobre o uso da terra entre Brasil, Estados Unidos e União Europeia tem sido frequentemente utilizada para embasar críticas e narrativas sobre preservação ambiental. Dados apresentados por Joselito Henriques, vice-presidente de P&D e Inovação, com base em informações da Embrapa, USDA e Agência Ambiental Europeia, mostram um cenário que exige análise contextualizada.

O Brasil possui 851,03 milhões de hectares e mantém 66,3% de sua área com vegetação protegida e preservada. As propriedades rurais são obrigadas a conservar de 20% a 80% de reserva legal, conforme o bioma. As lavouras ocupam apenas 7,8% de todo o território nacional, enquanto o uso agropecuário totaliza 30,2%. Além disso, a produção ocorre no mesmo solo de duas a três vezes por ano, ampliando a oferta sem necessidade proporcional de expansão territorial.

Nos Estados Unidos, o uso agropecuário representa 74,3% do território. As pastagens ocupam 29%, as florestas plantadas ou exploradas somam 27,9% e as lavouras correspondem a 17,4%. A vegetação nativa cobre 19,9% da área. Já na União Europeia, 64,7% do território é destinado ao uso agropecuário, sendo 25% lavouras e 23% florestas plantadas ou exploradas. A vegetação nativa atinge 19,8%, enquanto apenas 1,2% é classificado como florestas intocadas.

Os números indicam diferenças estruturais na ocupação do solo e ajudam a dimensionar o debate sobre preservação e produção. A análise comparativa evidencia que avaliações isoladas podem distorcer a compreensão sobre o papel de cada região na conservação ambiental e na expansão agrícola ao longo do tempo.

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