Levar o vinho brasileiro aos principais concursos internacionais é um trabalho que a Associação Brasileira de Enologia (ABE) realiza há décadas, criando pontes entre as vinícolas do país e algumas das mais importantes vitrines mundiais do setor. Desta vez, o destino foi a Itália, de onde o Brasil retorna com dois prêmios especiais, uma Grande Medalha de Ouro e sete Medalhas de Ouro conquistados na 34ª edição do Mondial des Vins Extrêmes. Entre os destaques está o Zanotto Troppo Maturo 2020, da Vinícola Campestre, que conquistou uma das apenas quatro Grandes Medalhas de Ouro concedidas pelo concurso e também o Prêmio Excelência CERVIM 2026. A Cooperativa Vinícola Aurora completa as distinções especiais com o Prêmio Especial CERVIM 2026.
Realizado nos dias 25 e 26 de agosto, em Châtillon, no Vale de Aosta, o Mondial des Vins Extrêmes reuniu 1.175 vinhos de 432 empresas provenientes de 22 países. As amostras foram avaliadas por 55 degustadores técnicos internacionais, que concederam quatro Grandes Medalhas de Ouro e 295 Medalhas de Ouro. Além das medalhas, o concurso distribuiu 20 prêmios especiais em diferentes categorias.
O Brasil também esteve presente diretamente nas mesas de avaliação. Os diretores da ABE, enólogos Christian Bernardi e André Gasperin integraram o grupo de degustadores internacionais, ampliando uma atuação que vai além do envio das amostras. Ao inserir profissionais brasileiros nesses ambientes técnicos, a entidade promove intercâmbio, aproxima a enologia nacional de diferentes realidades produtivas e mantém o país conectado aos critérios, discussões e movimentos que pautam o vinho no mundo.
“Participar do Mondial des Vins Extrêmes foi uma experiência muito rica, tanto pela oportunidade de conhecer vinhos de terroirs desafiadores de diferentes regiões do mundo quanto pelo intercâmbio com enólogos de outros países. E foi especialmente gratificante perceber, nas degustações às cegas, que os vinhos brasileiros estão no mesmo nível de qualidade dos grandes representantes da viticultura mundial”, destaca Gasperin.
“Foi uma grande satisfação para a ABE participar deste concurso, justamente pela experiência de degustar vinhos únicos, produzidos em condições de grande dificuldade de relevo. São vinhos que expressam o espírito e dedicação extrema”, completa Bernardi.
Organizado pelo CERVIM – Centro di Ricerca, Studi e Valorizzazione per la Viticoltura Montana, o Mondial des Vins Extrêmes tem uma característica singular: é o único concurso internacional dedicado especificamente aos vinhos produzidos pela chamada viticultura heroica. São vinhedos conduzidos em condições especialmente desafiadoras, seja pela altitude, declividade, cultivo em terraços ou outras particularidades geográficas que tornam a produção mais complexa e valorizam a relação entre vinho e território.
PREMIAÇÕES
Prêmio Especial CERVIM 2026
Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Prêmio Excelência CERVIM 2026
Zanotto Troppo Maturo 2020 – Vinícola Campestre
Grande Medalha de Ouro
Zanotto Troppo Maturo 2020 – Vinícola Campestre
Medalha de Ouro
Aurora Reserva Merlot 2023 – Cooperativa Vinícola Aurora
Castellamare Montepulciano 2025 – Cooperativa Vinícola São João
Leone di Venezia Sangiovese 2023 – Vinícola Leone di Venezia
Leone di Venezia Mastino Montepulciano 2022 – Vinícola Leone di Venezia
Quinta da Neve Malbec 2022 – Quinta da Neve
Quinta da Neve Pinot Noir Cuvée de Safras 2023 – Quinta da Neve
Vivalti Touriga Nacional 2022 – Vinícola Vivalti

