Decisão nos EUA reduz tarifa média de importação

Agrolink – Leonardo Gottems

O ambiente econômico internacional voltou a ser marcado por mudanças relevantes na política comercial e por sinais de desaceleração da atividade. A avaliação consta em relatório do Rabobank, que destaca decisões judiciais e movimentos recentes do governo dos Estados Unidos como fatores de impacto sobre mercados globais.

A Suprema Corte dos EUA declarou inconstitucional o aumento de tarifas de importação promovido pelo governo Trump, reduzindo a tarifa média de 13,6% para 6,5%. No sábado, o presidente Donald Trump anunciou em rede social que elevará a tarifa global de 10% para 15%, com efeito imediato. Ao mesmo tempo, a economia norte-americana cresceu 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expectativa de 2,8%, influenciada por paralisação recorde do governo, consumo e comércio. O país também ampliou sua presença militar em meio a negociações com o Irã.

No Brasil, o IBC-Br de dezembro caiu 0,2% frente a novembro, resultado em linha com a projeção do Rabobank e melhor que a estimativa de mercado, de retração de 0,4%. O dado confirma desaceleração no quarto trimestre. Para a TF Agroeconômica, a incerteza tarifária e geopolítica estimula a diversificação de investidores globais para fora dos ativos americanos, favorecendo moedas latino-americanas como o real, mesmo diante das incertezas fiscais e políticas domésticas. Na semana anterior, o dólar fechou a R$ 5,1752, com apreciação de 0,92% do real, segundo melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. A estimativa é de dólar a R$ 5,55 ao fim de 2026.

A agenda da semana inclui IPCA-15 de janeiro, saldo em conta corrente, IGP-M, Caged e resultados fiscais no Brasil. Na região, há divulgação de PIB no Peru, além de dados de atividade no Chile e desemprego na Colômbia.

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