Agrolink – Leonardo Gottems
A confiança do consumidor na proteína animal está diretamente ligada às decisões técnicas adotadas ao longo de toda a cadeia produtiva. Em um cenário de demanda crescente por alimentos de qualidade, sem expansão da área produtiva, ciência aplicada, nutrição de precisão e práticas sustentáveis se consolidam como bases para eficiência, segurança e menor impacto ambiental.
No Brasil, o setor de proteína animal passa por transformação estrutural, com incorporação de tecnologias, manejo de precisão e estratégias fundamentadas em evidências científicas. Segurança do alimento, sustentabilidade e previsibilidade produtiva deixaram de ser diferenciais e passaram a integrar as premissas do sistema.
Para especialistas da Kemin, o avanço depende do equilíbrio entre nutrição, genética e ambiência. A nutrição ocupa posição central por influenciar saúde intestinal, conversão alimentar e consistência dos resultados. Gisele Neri avalia que o conhecimento detalhado das exigências nutricionais permite dietas mais assertivas, com melhor desempenho e maior previsibilidade. Segundo ela, a condução adequada preserva a saúde intestinal, reduz desperdícios e otimiza a eficiência sem elevar custos.
Juliana Arrais destaca que nenhum fator isolado sustenta desempenho e sanidade de forma consistente. Nutrição de precisão, genética orientada, ambiência adequada e biossegurança precisam atuar de maneira integrada, sem substituir boas práticas de manejo.
O alinhamento ao conceito de Saúde Única reforça a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental. Nesse contexto, cresce a adoção de alternativas aos antibióticos promotores de crescimento, como probióticos, prebióticos, pós-bióticos, ácidos orgânicos e fitogênicos, fortalecendo sistemas mais equilibrados e resilientes.
“Garantir proteína de alta qualidade às famílias depende de um esforço coletivo, que envolve produtores comprometidos, indústria responsável, ciência aplicada e consumidores bem informados. Quando esses elementos caminham juntos, entregamos alimentos mais seguros, éticos e sustentáveis”, concluem.

