Mercados agrícolas reagem a tensão global

Agrolink – Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, influenciados por fatores geopolíticos, variações no petróleo e condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário segue marcado por incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

No trigo, os contratos operam em leve alta em Chicago, refletindo a intensificação das tensões no Oriente Médio e seus possíveis impactos na economia global. A falta de umidade em áreas de trigo de inverno nos Estados Unidos também sustenta os preços, assim como dúvidas sobre o plantio da safra de primavera diante da elevação dos custos de insumos. No mercado físico, os valores mostram variações regionais, com avanço no Paraná e recuo no Rio Grande do Sul.

A soja apresenta queda em Chicago, pressionada pela volatilidade do petróleo e por incertezas comerciais. A indefinição nas relações entre Estados Unidos e China enfraquece a expectativa de demanda, enquanto a perda de competitividade da soja americana frente à brasileira contribui para o movimento de baixa. A safra no Brasil segue atrasada em relação ao ano passado, mas começa a ampliar a oferta global, refletindo na queda dos prêmios de exportação. Apesar disso, derivados como farelo e óleo demonstram maior resistência, enquanto fundos mantêm posições elevadas, ampliando o risco de liquidações.

No milho, os preços registram leve recuperação após quedas recentes, impulsionados por realização de lucros e pelo forte ritmo das exportações americanas. A incerteza sobre os custos de produção e a área a ser plantada também influencia o mercado. No Brasil, o plantio da safrinha alcança 85,5% da área prevista, enquanto a colheita do milho de verão avança para 34%, conforme dados recentes, indicando evolução próxima à média histórica.

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