Agrolink – Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou fevereiro com valorização nas principais bolsas, refletindo fatores climáticos, cambiais e expectativas de demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, tanto a B3 quanto a Bolsa de Chicago registraram altas no dia, na semana e no acumulado mensal.
Na B3, o movimento ocorreu em um mês marcado por negócios mais travados e foco do produtor nos trabalhos de campo. Estados mais industrializados buscaram alongar estoques sem pressionar excessivamente as cotações. A valorização ganhou força diante do receio de atrasos no plantio do milho safrinha, com perda da janela ideal em algumas localidades. O dólar, que acumulou desvalorização de 2,16% no mês, limitou ganhos maiores ao reduzir a competitividade do grão brasileiro no exterior.
No acumulado mensal, Chicago avançou 2,93%, enquanto o contrato maio na B3 subiu 4,24%. No mercado físico, a alta foi de 5,19% em fevereiro. Entre os vencimentos futuros na bolsa brasileira, março/26 fechou a R$ 72,29, com alta diária de R$ 0,84. Maio/26 encerrou a R$ 71,72, com avanço de R$ 0,93 no dia, e julho/26 terminou a R$ 69,11, alta de R$ 0,47.
Em Chicago, o contrato março fechou a US$ 4,3875 por bushel, com ganho de 1,27% no dia, e maio avançou 1,13%, a US$ 4,4850. As cotações foram sustentadas pela perspectiva de maior demanda interna para etanol, pela alta do petróleo e do trigo em meio a novos conflitos no Oriente Médio, além da confirmação de venda adicional de 257 mil toneladas de milho dos Estados Unidos para destino não revelado. O monitor de seca apontou persistência de estiagem em áreas do Centro-Oeste e Sul norte-americano, enquanto no Brasil o excesso de chuvas atrasa o plantio da safrinha. No acumulado semanal, março subiu 2,63% e, em fevereiro, 2,45%.

