A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná realizou nesta terça-feira (7) um treinamento sobre alterações na legislação de fertilizantes, sementes e mudas no Sindicato Rural de Guarapuava, no Centro-Sul do estado. A capacitação foi direcionada a fiscais de defesa agropecuária da autarquia e integra uma série de encontros voltados à atualização de servidores em diferentes regiões do Paraná.
Participaram da atividade 12 fiscais das regionais de Guarapuava, Pato Branco e Laranjeiras do Sul. Durante o treinamento, foram apresentadas mudanças recentes na legislação de fertilizantes, além da revisão das normas relacionadas a sementes e mudas. A iniciativa também buscou alinhar procedimentos de fiscalização e coleta de amostras, além de esclarecer dúvidas dos servidores.
Segundo o chefe da Divisão de Fertilizantes da Adapar, João Paulo Soares das Neves, o treinamento tem como foco apresentar as mudanças introduzidas pela Lei do Autocontrole. “Os fiscais precisam dessa atualização para exercerem a sua atividade corretamente conforme a legislação”, afirmou. A norma transfere aos agentes privados, como indústrias, importadores e exportadores, a responsabilidade técnica pela qualidade, segurança e sanidade dos produtos.
A chefe da Divisão de Sementes e Mudas da Adapar, Camila Roberta, disse que as capacitações ajudam a padronizar os procedimentos entre as equipes de fiscalização no estado. De acordo com ela, os treinamentos contribuem para melhorar a comunicação entre os servidores e alinhar o trabalho de combate ao comércio irregular de mudas.
A engenheira agrônoma também citou dificuldades relacionadas à circulação de sementes sem procedência no Paraná. “Nós temos alguns problemas com sementes piratas e sementes de baixa qualidade, assim, o objetivo é que os servidores façam fiscalizações de forma a conscientizar os comerciantes dos riscos sanitários apresentados por insumos de baixa qualidade e sem procedência”, afirmou.
Camila destacou ainda que parte das sementes fiscalizadas apresentou irregularidades no último ano. “Nosso objetivo é que em 2026 esse número seja menor e que, a cada ano, a quantidade de sementes irregulares seja reduzida”, disse.
De acordo com a Adapar, o comércio irregular de sementes pode favorecer a disseminação de pragas e comprometer a produtividade das lavouras, além de dificultar a rastreabilidade dos produtos. Já o uso de fertilizantes ilegais pode afetar o desenvolvimento das plantas e representar riscos ambientais e à saúde, especialmente em casos de presença de metais pesados.
A rodada de treinamentos já passou por Campo Mourão e Paranavaí. Novas capacitações estão previstas para Medianeira e Maringá, além de Curitiba e Londrina, ainda no primeiro semestre.

