Agrolink – Leonardo Gottems
O avanço da colheita da soja no interior paulista abre uma fase estratégica para produtores que atuam no sistema de rotação com cana-de-açúcar. O período concentra decisões sobre reforma de áreas, manejo de palhada e implantação da próxima cultura em uma janela operacional reduzida. O tema está no centro das discussões de evento do setor realizado nesta semana em Piracicaba.
A rotação tem se consolidado como alternativa para elevar a eficiência produtiva, melhorar o solo e ampliar a sustentabilidade. Ainda assim, exige planejamento técnico rigoroso no pós-colheita, sobretudo no controle de plantas daninhas, soja tiguera e banco de sementes, fatores que influenciam diretamente a safra seguinte.
“As oscilações climáticas aumentam o risco produtivo e exigem decisões técnicas imediatas nesse intervalo entre colheita e plantio. Proteger o potencial da lavoura em ambientes adversos é prioridade dentro do sistema cana–soja”, afirma Bruno Silva, representante Técnico de Vendas da ADAMA.
O plantio sobre palhada demanda dessecação consistente para evitar falhas de estabelecimento. Em um cenário de custos elevados, erros operacionais impactam a rentabilidade por hectare. As oscilações climáticas também aumentam o risco produtivo e reforçam a necessidade de estratégias mais robustas, do preparo da área ao manejo fitossanitário.

