Grãos abrem em alta com apoio de fundos

Agrolink – Leonardo Gottems

Os mercados de grãos iniciaram esta quarta-feira com leves altas em Chicago, após uma sequência de perdas, enquanto o câmbio e o clima seguem no centro das atenções. Segundo a TF Agroeconômica, trigosoja e milho avançavam nas negociações iniciais de 24 de junho, mas com fatores limitando uma recuperação mais ampla.

No trigo, o contrato para julho de 2026 era cotado a 588,75, com alta de 2 pontos. O movimento ocorre depois de três sessões consecutivas de baixa e recebe apoio de operações de hedge realizadas por fundos. A valorização do dólar frente ao euro em junho e o avanço da colheita nos Estados Unidos e em outras áreas do Hemisfério Norte, porém, restringem o potencial de valorização. No mercado físico, o preço estava em R$ 1.368,85 no Paraná e R$ 1.326,57 no Rio Grande do Sul.

A soja também operava em leve alta, com julho de 2026 a 1.118,25. Investidores aguardam possível aumento da demanda chinesa pela nova safra norte-americana, mas o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e a desvalorização do real, que estimula vendas no Brasil, limitam os preços. No Paraná, a oleaginosa era negociada a R$ 125,96 no interior e R$ 133,50 em Paranaguá.

O milho subia após três quedas seguidas, com o vencimento julho de 2026 a 411,25. Fundos buscavam oportunidades de compra em um mercado com sinais de sobrevenda. A falta de chuvas mais consistentes nas Grandes Planícies Centrais, especialmente em Nebraska, e a necessidade de mais umidade na União Europeia mantêm atenção sobre a oferta. Na B3, julho de 2026 marcava R$ 63,80. O dólar futuro subia 0,91%, a R$ 5,1990, enquanto o petróleo Brent caía 2,01%, a US$ 75,44 por barril.

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