Cooperativas reforçam cuidados no pós-colheita

Agrolink – Leonardo Gottems

A qualidade dos grãos passou a ocupar espaço central na rentabilidade do produtor, ao lado da produtividade. Mercados internacionais valorizam atributos como teor de proteína e óleo, uniformidade, rastreabilidade e sustentabilidade, além de impor restrições a sementes quarentenárias ou tóxicas. Nesse cenário, cooperativas têm ampliado investimentos em agilidade operacional, classificação e monitoramento integrado no pós-colheita.

As soluções adotadas pelo setor estarão em debate na 9ª Conferência Brasileira de Pós-Colheita, entre 12 e 14 de agosto, em Carambeí, no Paraná. A programação abordará práticas para preservar a qualidade desde a escolha da cultivar e o manejo da lavoura até a secagem, aeração, transporte e armazenagem.

Na Frísia, o foco está em secadores modernos e sistemas de monitoramento nas unidades armazenadoras. A avaliação é que falhas após a colheita podem reduzir rapidamente o valor de um grão produzido com qualidade.

Na Capal, a prioridade é evitar perdas qualitativas e quantitativas, muitas vezes percebidas apenas no fechamento entre o estoque físico e o contábil. A rapidez entre o recebimento da carga e o envio ao silo também reduz riscos de perda de peso e qualidade.

Na Castrolanda, a classificação na chegada orienta a segregação dos lotes e melhora a eficiência da secagem. Ferramentas de gestão permitem acompanhar silos de sete unidades e reunir dados na matriz para apoiar decisões. “Hoje temos ferramentas para gestão de silos, o que facilita na visualização do que tá acontecendo em cada silo da cooperativa. Temos um compilado de todas as informações das sete unidades da cooperativa e todo esse cérebro de qualidade fica na matriz, que passa a ter dados para tomar as melhores decisões”, completa Pâmela Ahlert, coordenadora de qualidade na Castrolanda Cooperativa Agroindustrial.

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