Agrolink – Leonardo Gottems
A indústria química brasileira vê espaço para ampliar exportações e reduzir a exposição ao mercado dos Estados Unidos diante do aumento das tarifas sobre produtos nacionais. O setor já mantém relações comerciais com diferentes países, o que pode facilitar a busca por novos destinos e o fortalecimento de mercados existentes.
Em 2025, as exportações químicas somaram US$ 15,5 bilhões. Desse total, US$ 2,13 bilhões, ou 14%, tiveram os Estados Unidos como destino. Segundo a Abiquim, cinco grupos responderam por mais de 74% dessas vendas, com destaque para outros químicos inorgânicos, que movimentaram US$ 931 milhões.
A entidade avalia que o Plano de Diversificação de Exportações “Caminhos + Negócios”, lançado pela ApexBrasil, pode ajudar empresas a ampliar a presença internacional. China, Colômbia, Chile, México, Uruguai, Espanha, Itália e França já aparecem entre os mercados relevantes para os produtos brasileiros.
Para a Abiquim, a estratégia pode combinar a manutenção do espaço conquistado nos Estados Unidos com o avanço em outros destinos. Entre os segmentos com potencial para ampliar mercados estão químicos orgânicos, aditivos industriais e materiais médico-hospitalares. A associação também considera importantes iniciativas como rodadas de negócios, consultorias e instrumentos de apoio às exportações.
“Diversificar não significa necessariamente substituir um mercado por outro. Significa reduzir vulnerabilidades e, ao mesmo tempo, ampliar a presença brasileira onde já existem demanda, relacionamento e conhecimento sobre nossos produtos. É uma oportunidade para transformar a necessidade de adaptação ao novo ambiente comercial em uma estratégia de expansão internacional”, destaca o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro.

