Umidade amplia atrasos na colheita argentina

Agrolink – Leonardo Gottems

Os trabalhos de colheita e semeadura na Argentina seguem condicionados pelo excesso de umidade em diferentes regiões, com atrasos mais intensos no milho e avanço lento em algumas culturas de inverno e verão. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a colheita do milho destinado a grão comercial alcançou 77% da área apta, com rendimento médio de 78,6 quintais por hectare.

A elevada umidade do ambiente continua retardando a secagem dos grãos e limitando o ritmo das máquinas. Os maiores atrasos em relação à média das últimas cinco safras estão no sul da área agrícola e no centro-norte de Córdoba, onde o avanço fica entre 14 e 26 pontos percentuais abaixo da média. Ventos fortes também provocaram acamamentos pontuais em lavouras de milho tardio na província de Córdoba. Apesar das dificuldades, os rendimentos seguem alinhados às expectativas, e a projeção de produção nacional foi mantida em 64 milhões de toneladas.

No girassol, a semeadura avançou apenas 1,7 ponto percentual na semana e cobre 11,5% dos 3 milhões de hectares projetados para o ciclo 2026/27. O ritmo está 4,6 pontos percentuais acima da média das últimas cinco campanhas, embora a falta de condições de piso limite os trabalhos no norte. No centro da área agrícola, já aparecem os primeiros lotes semeados, enquanto no sul a umidade elevada e as previsões de chuva para a primavera aumentam a incerteza sobre o planejamento.

O trigo chegou a 99,6% dos 6,5 milhões de hectares previstos, após avanço semanal de apenas 0,6 ponto percentual. Cerca de 53,5% das lavouras estão do perfilhamento em diante, e 86,5% da área apresenta umidade adequada ou ótima. Já a colheita do sorgo alcançou 97,9% da área apta, com rendimento médio de 40,8 quintais por hectare, mantendo a projeção nacional em 2,8 milhões de toneladas.

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